8/19/2017

Marvel's The Defenders

A muito esperada união entre os heróis da Marvel na Netflix está, finalmente, entre nós. Como era de se esperar, todos os 8 episódios já estão disponíveis na plataforma. Vemos os 4 personagens, cada um cuidando da própria vida e ficamos imaginando como peças tão diferentes formarão essa imagem completa.

Além deles. também somos apresentados à vilã, Alexandra Reid. Uma parte do piloto é dedicado a mostrar que ela está morrendo e que, mesmo com inúmeros recursos, uma cura é pouco provável. Além disso, a cidade está melhorando. A criminalidade caiu, mas pessoas estão desaparecendo. Uma relutante Jessica Jones aceita um caso e Luke Cage volta para o Harlen.


O ritmo do piloto é bem devagar. Todos os velhos conhecidos estão aqui e é difícil não se deixar levar pela empolgação de ver todo esse trabalho junto. Imaginar como os 4 irão se reunir causa ansiedade. Vamos ver o que trarão os próximos episódios.


No Banco de Séries - Marvel's The Defenders
Status: Grade. 
Próxima: Date my dad. 

8/17/2017

Atypical

Esta série mostra um adolescente que sofre com autismo em busca da sua independência. Ele precisa superar obstáculos para viver uma vida "normal".

Há todo um histórico de doenças mentais serem mal representadas em séries e filmes. Em Speechless, vimos uma família que possui um membro especial e tudo que eles faziam para que ele se sinta como um membro ativo da sociedade. A primeira temporada foi um primor e a segunda estréia no próximo dia 27/09. Imperdível.



Mas voltando a Atypical... É difícil não simpatizar com o protagonista, Sam. Ele é um adolescente típico, com sonhos, um emprego e um animal de estimação. A Mãe, superprotetora, é meio cansativa. O resto da família, pai e irmã, são melhores. Mas Sam é o principal. Há muita quebra da 4@ parede, mas não da maneira clássica.

O personagem da mãe deixa o piloto um pouco cansativo e difícil de assistir. A discussão entre ela e o pai no jantar piora um pouco essa situação. Durante todo o piloto a vemos buscar formas de continuar protegendo seu filho em vez de ajudá-lo, como em Speechless. Mesmo quando a psicóloga se dispõe a ajudar, ela faz questão de construir a parede ao redor do filho. Bastante desnecessário e diminuiu o meu interesse em ver o resto dos episódios.

No Banco de Séries - Atypical
Status: Sem grade pra você. 
Próxima: Marvel's The Defenders

8/15/2017

The Bold Type

Esta série pretende mostrar a relação entre Joanna Coles, que trabalha como editora chefe da Cosmopolitan. O ponto de vista escolhido foi o de Jane, uma estagiária que acabou de ser promovida dentro da revista. Essa opção nos da uma maneira de ver a relação dela com todas as outras pessoas que também trabalham na revista. 

Fiquei bastante empolgado quando vi pessoas falando que essa é uma série com mulheres em posições de comando. Minha filha nasceu faz pouco tempo e quero vê-la crescer em um mundo onde homens e mulheres possuem oportunidades iguais e onde ela não seja oprimida apenas por ser mulher. Nós, como pais, iremos educá-la assim. 


A empolgação diminuiu quando descobri que a série se passa em uma revista. Esse é um ambiente que não apenas já foi bastante explorado como é um local onde há muito conflito. Redação é um lugar onde as pessoas estão bastante pressionadas com seus próprios problemas e também precisam lidar com o que acontece ao redor. No jornalismo tudo muda com muita rapidez e isso causa muita confusão. Falo por experiência própria. 

A história, em si, é bem repetitiva. A amiga que está tendo um caso com o chefe, a que não consegue saber a hora de parar de ir atrás de uma história e a novata que tem dificuldade em emplacar as suas pautas. Deixa de ser sobre feminismo e mais sobre reforçar clichês já usados à exaustão. Passo. 

No Banco de Séries - The Bold Type
Status: Sem grade pra você. 
Próxima: Atypical.

8/10/2017

Midnight, Texas

Esta é uma série sobre uma cidade no Texas povoada por criaturas mitológicas. Quando um assassinato acontece, todos são suspeitos. Ela é da mesma criadora de True Blood.

Vemos, novamente, a mitologia da cidadezinha onde as pessoas não são o que parecem. A fonte parece ser a mesma de True Blood [devo ter visto um episódio ou dois...]. A autora deve ter tentado fazer algo novo com a mesma mitologia e o resultado já era esperado: o piloto é bem ruim. Podemos desistir de vê-lo mesmo antes dos créditos subirem.


Roteiro fraco, personagens sem carisma e excesso de maquiagem. Passo.

No Banco de Séries - Midnight, Texas
Status: Sem grade pra você. 
Próxima: The Bold Type.

8/08/2017

Raven's Home

Esta série é a continuação. Antes de prosseguir, vale o aviso: não vi a primeira série "As visões de Raven". Ela agora tem filhos e passou seu dom a um deles. Mãe e filho vão usar seus dons nas suas vidas normais e conflitos podem acontecer. 

Não é estranho que a Disney tente reviver um dos seus maiores sucessos. O fato de Raven ser uma mãe divorciada acaba batendo contra todo aquele lance de manter a estrutura familiar na Tv. Sendo uma rede de família, seria algo fora do manual, mas por que tapar o sol com a peneira? Muitos dos telespectadores podem ser de famílias divorciadas e isso deve ajudar no processo de identificação. Por que segmentar se pode integrar?


Tudo bem infantil. Passo. 

No Banco de Séries - Raven's Home
Status: Sem grade pra você. 
Próxima: Midnight, Texas.

8/03/2017

Room 104

Esta série pretende abordar as pessoas que passam a noite em um determinado quarto de motel. Será uma antologia e não deverá ter personagens fixos. A duração [20 min aprox.] sugere comédia, mas isso não deveria estar mais errado. 

O primeiro episódio nos apresenta Ralph e Meg. Apesar de serem desconhecidos entre si, ele se entendem, mas algo estranho acontece. O comportamento do menino chama atenção e a história vai ficando cada vez mais estranha à medida em que passa. É difícil não se deixar levar ou ficar curioso sobre a conclusão da história. O final chocante só nos deixa querendo mais. Mal posso esperar pelo próximo! 




No Banco de Séries - Room 104
Status: Grade. 
Próxima: Raven's Home.

8/01/2017

I'm Sorry

Esta série obriga uma escritora a expor seus medos e inseguranças para passar por situações difíceis. No piloto, por exemplo, ela descobre o segredo de uma mãe da escola onde sua filha estuda. Mais uma série de família desfuncional focado na vida da mãe e no questionamento sobre sua vida e decisões. Um roteiro que está tornando-se repetitivo. 


O humor é rasteiro e nenhum dos atores se destaca. O título escolhido pela série é como se fosse um pedido de desculpa pelo tanto que esse piloto é ruim. Enorme perda de tempo.


No Banco de Séries - I'm Sorry
Status: Sem grade pra você. 
Próxima: Room 104.

7/29/2017

Ozark

Marty Bird parece ser um cara normal. Casado, pai de dois filhos e tem uma empresa de consultoria financeira. Ele analisa tudo demais e parece saber o que fazer. Mantém o sangue frio em qualquer situação. Quando avançamos no piloto, vemos que sua vida não é tão perfeita assim. 

Marty trabalha lavando dinheiro para um cartel de drogas. Ao ver várias pessoas sendo assassinadas, seu sócio incluso, e sua vida ameaçada, precisa criar uma oportunidade o mais rápido possível. Incrível como alguns personagens de ficção se viram tão bem em situações limite. Sua solução é mudar para Ozark, um futuro oásis de oportunidade, o mais rápido possível.


É uma série tensa. O stress corre por todo o piloto. A todo momento, vemos Marty com soluções rápidas para salvar sua vida e de sua família. Quem não faria o mesmo, certo? A vida das pessoas que amamos devem ser valorizadas sempre.

Fiquei curioso até os últimos 20 min do piloto. Vi o Fbi plantando microfones e o chefe roubado de Marty orientando que ele relave o dinheiro roubado e perdi a vontade de continuar. O contador deve ser cooptado pelo Fbi a cooperar e entregar seu chefe, em uma espiral de mortes e violência. Uma pena.

No Banco de Séries - Ozark
Status: Sem grade pra você. 
Próxima: I'm Sorry.

7/20/2017

The Mist

Mais uma série baseada no fantástico universo criado por Stephen King. Os fãs, entretanto, estão com o pé atrás. Apesar de ser mundialmente conhecido, o autor tem sofrido com adaptações da sua obra para a televisão. Mas parece que ainda não é dessa vez que esse receio será vencido. 

Tudo acontece quando uma cidade é imersa por uma sombra bastante densa. Não há perspectiva de visão de longo alcance. Tudo piora quando monstros começam a atacar tudo que vêem pela frente. Seja sincero e diga-me: tem uma cara grande de filme C, certo? Lembra o piloto de Freakish [outra péssima série. Não vá ver, confia em mim].


Tudo é ruim. Atuação, roteiro, personagens... Não vale o tempo perdido.

No Banco de Séries - The Mist
Status: Sem grade pra você. 
Próxima: I'm Sorry.

7/17/2017

Friends from College

Desde o sucesso de Friends que várias séries tentam repetir a fórmula de sucesso. How i met your mother foi uma das que seguiu as pegadas e conseguiu ser bem sucedida, embora o final tenha deixado a desejar. Friends from College junta as duas coisas: eles são amigos desde a faculdade. Embora eu talvez tenha deixado de ver porque eles são exatamente amigos. 

Ao longo do piloto, descobrimos casos, descasos e mentiras. Tem para todos os gostos: amigos tendo casos dentro do grupo, mentiras entre maridos e mulheres, dentro do grupo de amigos e entre maridos e mulheres. Se fazer essas coisas entre amigos, pessoas que você estima desde muito tempo, é amizade, eu espero nunca chegar a esse nível com os meus. 



Longe de reeditar o sucesso dessas duas séries, Friends from College falha terrivelmente. Mesmo com a presença de Cobie Smulders, remanescente do formato, não sinto a menor vontade de continuar assistindo. Continuarei em busca de uma série de amigos que leve amizade a sério e não essa busca de audiência na imitação de algo que já foi. 

No Banco de Séries - Friends from College
Status: Sem grade pra você. 
Próxima: The Mist.

The Last Tycoon

Esta é mais uma série produzida pela Amazon. Ela fala sobre a ascenção do primeiro magnata da história do cinema em um plano para liderar o estúdio onde trabalha. A história é baseada em um livro incompleto de F. Scott Fitzgerald.

Parece que a Amazon resolveu mergulhar com força na vida e obra deste ilustre escritor. Eles já possuem uma série que fala da vida do autor [Z: The beginning of everything, que deve ter sua segunda temporada chegando em breve]. Porque escolher uma obra incompleta não fica claro. Há ótimas obras do autor que podem ser adaptadas à Tv.

Somos apresentados a Monroe Stahr, viúvo, que está produzindo um filme sobre sua esposa. Ele é bem relacionado ao presidente do estúdio e parece ser bastante preparado para assumir o negócio, afinal, o presidente só pensa nas secretárias. Sr Stahr é amigável aos olhos das garotas e chama atenção por onde passa. Mesmo falecida, a esposa continua no centro das suas atenções. 

A série se passa no decorrer da Grande Depressão de 1929, mas antes da II Guerra. Hitler já mostra suas garras, mesmo se tratando da produção cultural de outro país. O anto-semitismo é bastante forte, a ponto de dificultar a produção do filme sobre sua esposa. Esse fato começa um dominó que culmina na união entre o Sr Stahr e Celia, a idealista filha do dono do estúdio. Ela gosta dele, mas ele gosta de outra. O mesmo cansativo triângulo amoroso. Não empolga. Estou fora.


No Banco de Séries - The Last Tycoon
Status: Sem grade pra você.
Próxima: Friends from College.

7/12/2017

Will

Esta série da TNT tenta jogar luz sobre a juventude de William Shakespeare. O piloto mostra a chegada de Will a Londres para entrar no mundo do teatro. Confesso a minha ignorância sobre a juventude do autor e sua família, mas nunca houve grande interesse por ele. Conheço pouco da sua obra. 

Apesar do clima medieval, e não podia ser diferente, a trilha é bastante contemporânea. Há, também, um clima bastante religioso. Católicos e Protestantes caçam uns aos outros e Will tem um tio que foi assassinado por motivos religiosos. O fato de seu terço ser exposto e a reação que isso causa já mostram o clima em Londres. 



Quando uma das maiores companhias de teatro está prestes a perder o seu mecenas, um jovem Shakespeare surge para fazer sua estréia e salvar a todos. Parece chamada de filme da sessão da tarde e talvez seja por isso que não oferece atrativos para continuar. Personagens sem carisma, intolerância religiosa e cultural, além da velha história romântica de sempre. Motivos para ficar longe não faltam. 

Status: Sem grade pra você.
Próxima: The Last Tycoon.

7/08/2017

Snowfall

Esta série se passa durante o ano de 1983, quando ocorreu uma grande epidemia de crack e cocaína nos Estados Unidos. A primeira temporada terá apenas 10 episódios. No piloto, somos apresentados a, pelo menos, 3 perspectivas: o novato, o soldado e o governo. Todos com objetivo de lucrar e melhorar de vida. 

Não deixa de ser uma forma de surfar no sucesso de Narcos. A diferença está em que aqui, não há cartéis reais famosos e o governo não quer impedir o comércio da droga, mas ganhar com ela. Não seria uma história nos Estados Unidos nos anos 80 sem uma forte tensão racial. Cocaína é o sucesso do momento e todo mundo quer uma fatia desse bolo. 


Uma história que promete traições e reviravoltas. Não é o meu tipo, entretanto.


Status: Sem grade pra você.
Próxima: Will.

7/05/2017

Blood Drive

Em um futuro distópico, não há comida, a gasolina é cara e há uma corrida mortal com um prêmio de 10 milhões, mas com uma pegadinha: os carros usam sangue humano. Qualquer semelhança com Mad Max é mera coincidência. 

Quantas séries começam com essa prerrogativa? Acho que dá pra perder a conta. O fato de terem adicionado algo que se relaciona a essa franquia, retomada com sucesso recentemente, mas com um preceito moral [É errado usar sangue humano como combustível] pede por uma suspensão da descrença grande demais. Gore pelo gore. 

De resto, o piloto segue o roteiro: personagens excêntricos, insensíveis e aqueles que querem o retorno à ordem perdida. Os três tipos se digladiam em uma luta cansativa e sem sentido. Alguém sabe onde posso pedir que o tempo de vida perdido vendo este piloto me seja devolvido? 


Status: Sem grade pra você.
Próxima: Snowfall.

7/03/2017

Gypsy

Esta série da Netflix conta a história de uma terapeuta que tem a vida perfeita, mas mistura fragmentos das vidas de seus pacientes com a sua própria, desafiando os limites éticos da profissão. A terapeuta é interpretada por Naomi Watts, conhecida pela franquia do O Grito. 

O ritmo do piloto é bem arrastado. Ele estabelece que Diane é bem estabelecida profissionalmente, mas vê sua vida precisando de desafios. Em um jantar com amigos, pede uma bebida diferente. Nesse mesmo evento, rouba uma folha de prescrição para remédios. Sua filha também parece estar indo mal na escola. Ela também sente ciúmes do marido com a assistente. 


Para quem tem o objetivo de experimentar algo diferente, envolver-se com a ex namorada de um dos seus pacientes parece uma ótima opção. O limite ético fala por si só e Diane não o ultrapassa, por assim dizer. Muitas séries vendem essa idéia de forçar os limites como forma de atrair telespectadores, mas acabam não entregando o prometido. Um truque barato e desnecessário. 

A conversa entre as duas, embora não leve nada muito a Diane, talvez revele mais sobre si mesma do que o esperado. Pensamentos e atitudes que a farão questionar suas decisões até agora e os reflexos dela para o futuro. Algo a leva a ter esse comportamento. Eu apenas não tenho a paciência de esperar todos os episódios para descobrir.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Blood Drive

7/01/2017

Glow

Essa série é mais uma aposta da Netflix. Conta a história de uma atriz desempregada que tem uma chance de viver seus sonhos através de uma série sobre lutadoras. Foi criada pela mesma equipe responsável por Orange is the new Black. A expectativa, portanto, acaba sendo alta. 

Outro ponto que aumenta a pressão sobre a série é o fato de que muitas séries originais estão sendo canceladas. Sense 8 foi a primeira e Girlboss foi em seguida. Há outras séries correndo o risco de serem canceladas em um futuro próximo e que podem não ter a mesma sorte de Sense 8, que vai ter um episódio para encerrar a história.


Ruth acaba em um projeto erótico após ser rejeitada mais uma vez. Sua vida no geral é um fracasso, mas ela acaba dando uma chance. A estética é bem exagerada e alguns diálogos são bem clichê. Certo que uma série com lutadoras é bem empoderador, mas, desde o início, a diretora de elenco deixa claro que esse é um papel erótico [não pornô]. O fato de um homem estar à frente do projeto só confirma o papel ultrapassado da produção.

Acho que o Netflix deveria selecionar melhor os projetos a que dá seguimento.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Gypsy.

6/28/2017

Claws

Esta série nos oferece um ponto de vista sobre a vida de 5 mulheres que trabalham em um salão de beleza. Parece bem estabelecido que mulheres são mais favoráveis a fazer amizade e trocar segredos em ambientes assim. Vários são os filmes e séries que abordam o tema dessa maneira. Dessa forma, não seria estranho se algum produtor visse e aproveitasse a oportunidade. 

Ao longo do piloto, conhecemos os personagens e a rotina do salão. Cada uma das personagens principais cometeu pelo menos alguma atividade ilegal. Isso fica claro logo no começo. Quando Miss Desna não recebe o bônus esperado, isso dá início a atitudes agressivas. A típica história de traição e vingança. Além disso, há subplots que não despertam o menor interesse. 


Sem motivos para continuar assistindo. 

Status: Sem grade pra você. 
Próximo: Glow.

6/27/2017

Genius - 1@ Temporada

Alerta de spoilers!

Esta série prometeu tecer episódios sobre a vida de grandes gênios da humanidade. Essa foi a primeira promessa. A segunda foi no poster. A imagem de Geoffrey Rush atiça a curiosidade. Ele traz credibilidade ao personagem a junção entre dois grandes talentos. Essa promessa já foi quebrada no primeiro episódio, quando ele é substituído por um ator mais novo e desconhecido. Johnny Flynn interpreta o famoso doutor nos seus anos de juventude. 

Posso estar sendo amargo, mas gostaria de um foco maior no cientista. O jovem Einstein parece, por vezes, mais preocupado com sua vida sexual do que com qualquer outro assunto. Ele atrasa, de forma deliberada, o desenvolvimento intelectual de Mileva Maric para que os dois possam fazer sexo da forma mais despreocupada possível. A gravidez dela e a perda do primeiro filho parecem não lhe causar problema algum. Mesmo os filhos que vieram depois são profundamente negligenciados. Sua vida sexual é o destaque, pelo menos até a chegada de Elsa em sua vida. 


Com a bola novamente com Rush, o personagem fica mais profundo. A entrevista para conseguir o visto americano e fugir da II Guerra é dura e acaba revelando aspectos contínuos do seu comportamento. A defesa da causa dos Judeus também ganha algum destaque, sendo pedra basilar do 8* episódio. Seu peso humano e político é inegável e isso fica cada vez mais claro, embora talvez fosse desnecessário.

Os últimos episódios focaram na sua vida já nos Estados Unidos. Esperava ter visto mais da influência do cientista no desenvolvimento da Bomba Atômica, uma vez que acabou levando a culpa por sua criação. Também fiquei na expectativa na partida de Elsa, mas ele, pelo visto, tem dificuldades em expressar qualquer tipo de emoção, mesmo no trato com os filhos. Uma pena.

O último capítulo mostra sua luta contra a opressão do Governo Americano na época de caça às bruxas. A batalha contra Hoover, com este alegando que o cientista era um comunista, mesmo ele negando, foi suficientemente sangrenta. Parecia estar no destino de Albert levantar-se contra regimes totalitários ou de exceção. Uma vida, sem dúvida, genial!

Que venha a próxima temporada!

6/07/2017

I'm Dying up here

Aviso.

1] Esse é o primeiro piloto da Summer Season 2017. Apesar de continuar nosso projeto de analisar os pilotos, não iremos fazer distinção. Esta não deixa de ser uma Mid Season de verão, logo, além de uma divisão temporal, não há maiores motivos para separação. O mesmo irá acontecer em Setembro, quando começa a Fall Season. 

2] A Summer season não tem tantos pilotos. Tentaremos seguir o ritmo da Mid Season e tentar não ver as séries com tanto atraso.  

Vamos em frente.

Essa é uma série sobre uma turma de comediantes na década de 70. O Showtime, conhecido pelas séries de drama, investe em uma dramédia. O piloto possui 60 min, algo pouco usual para séries cômicas, mas, apesar das piadas, há bastante drama na vida desses personagens, desde os humoristas até a dona do bar onde eles se apresentam. Relacionamentos, egos feridos, sexismo, traição e inveja. O prato completo. Almas torturadas, como é dito no piloto. 



Ao acessar a página do episódio no Banco de Séries [banner ao lado], podemos ver vários comentários negativos. Nem a presença de Sebastian Stan, o Soldado Invernal, foi capaz de derreter os corações gelados que viram essa estréia. Algumas piadas até são engraçadas e a trilha sonora também é muito boa. Pena que não o suficiente. 

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Day Time Diva

6/01/2017

Still Star Crossed

Este foi o último piloto da Mid Season. A história de Romeu e Julieta. As famílias se odeiam, como na história clássica. A morte do príncipe de Verona desperta a ganância de toda uma sociedade que busca tirar vantagem desse fato. O amor, claro, tem papel nessa história. Em uma fase onde as pessoas buscam se casar com as pessoas que amam, noivados e planos para tomada de poder são atrapalhados. Cabe ao jovem, e inexperiente, Princípe Escarus manter o frágil equilíbrio social mantido pelo seu pai. 

O fato de alguns personagens serem negros só deve acirrar o preconceito e a rivalidade entre as famílias. Não me refiro apenas às duas famílias principais. Os novos soberanos de Verona são negros e isso deve ser colocado de forma proposital a gerar mais conflito. Não basta a rivalidade e a lei marcial imposta. Racismo também deverá ser importante aqui.


A história continua após o tenso velório de Romeu e Julieta. A cidade vive clima de guerra civil, mas a precisa permanecer unida em face de uma eventual ameaça externa. Dois jovens das famílias rivais devem ser casados contra as próprias vontades para evitar um futuro ainda pior.

A atemporal obra de Skakespeare será continuada. A produção é de Shonda Rhimes. Poderia pensar caso a série fosse sobre o casal original, mas fico por aqui. Essa série não foi feita para mim.

Status: Sem grade pra você. 

5/19/2017

Downward Dog

O penúltimo piloto desta mid season nos apresenta Martin, um cachorro. Ele está narrando em primeira pessoa, como em um falso documentário. Ela fala da vida de Nan, sua dona, do seu ponto de vista e como ele reage ao que acontece cotidianamente. É bem interessante. 

O formato de 20 min sugere uma comédia, mas ela é bem mais profunda. Talvez possa ser considerada uma dramédia, uma vez que combina fatores de ambos, embora a comédia entre mais em um aspecto trágico. A relação de ambos não é exatamente perfeita, mas talvez ajude a explicar tantos comportamentos de cachorros por aí.


Confesso que estou indeciso. Minha cachorra de 15 anos faleceu a pouco mais de um mês e não sei se estou pronto para acompanhar algo assim. Acredito precisar de mais alguns episódios para chegar a uma conclusão.

Status: Incerto.
Próxima: Still Star-Crossed [29/05]

5/17/2017

Marvel's Agents of Shield - 4@ Temporada

Alerta de spoilers!

Agents of Shield começou essa temporada flertando com o místico. O primeiro episódio trouxe a grande retorno do Motoqueiro Fantasma, de volta à Marvel. Houve confusões, claro. Muitas pessoas demoraram a descobrir que havia um novo motoqueiro, além do Johnny Blaze, feito nos cinemas por Nicolas Cage. O "Rider" do seu nome pode ser traduzido como motorista, sem limitar o que seria seu veículo, nesse caso, um carro.

Além do novo motoqueiro, também tivemos a apresentação de um livro místico, o Darkhold. Aparecendo durante toda a metade dessa temporada, a gincana sobre quem deteria o livro no fim marcou todo o ritmo. Ele serviu para quase mandar Coulson a um lugar de onde não poderia voltar e para fazer a ponte para o vilão da segunda metade da temporada. Aida salvou o dia quando foi necessário, mas não sem ser seduzida pelo poder do livro.



Não demorou a vermos nossos heróis presos em uma realidade paralela, correndo o risco de serem mortos. Foram episódios que foram interessantes, mas doloridos. Impossível não se emocionar com o "retorno" de personagens como Trip e socar a tela da tv quando Ward reapareceu. Demos adeus ao Diretor Mace, que perdeu importância na trama quando foi revelado que seus poderes não eram naturais.

O episódio final acabou sendo usado para fechar todas as pontas soltas. Tivemos o retorno de Rob Reyes, o Darkhold, o russo que passou a temporada atrás do Coulson, Aida e o Framework. Coisas demais para um episódio de 40 min. A vingança de Aida foi um pouco exagerada e Daisy até brinca com ela ao sugerir terapia. Ela "matar" Simmons lhe conferiu algum peso dramático até descobrirmos que era uma LMD.

O fim do arco do Mack também trouxe emoção. O contraponto com a reação de Yo Yo acabou deixando isso um pouco exagerado. Algo me incomoda, entretanto. Se Aida foi capaz de criar um corpo para si no mundo real, por que isso não foi feito com a filha do Mack? Se Fitz tinha a lembrança do que fez no framework, poderia ter resolvido esse problema.

A 5@ Temporada, pelos eventos desse season finale, deve ser no espaço. Vamos esperar ansiosos.


5/16/2017

Moby Dick

Decidi ler MD por conta do status de clássico. Eu esperei por uma coisa e o que recebi foi completamente fora da minha expectativa. 

A história do Pequod não é de todo ruim. As partes "técnicas", onde o autor se desdobra sobre classificações [não atualizadas] são completamente maçantes. Sempre que via um capítulo com essa natureza, precisava lutar contra o instinto de abandonar a leitura. Mesmo os capítulos que falam apenas de coisas, como o roubo do chapéu, não trazem nada de novo ao texto. São pura prolixidade. 

O texto também não ajuda. O autor usa um estilo rebuscado, cheio de referências pouco conhecidas. Minha edição possuía notas de rodapé, mas as que estavam no fim do livro ficarão sem ser consultadas. Impossível não se decepcionar com tanta fama mal merecida. Compreensível e justificável que este livro esteja entre o mais abandonados de todos. 



Ahah, certamente, é o retrato da obsessão e arrasta todos atrás do seu objetivo, separando-se de qualquer vestígio de humanidade. De resto, não há identificação com qualquer outro personagem. Sabe-se pouco deles e todos ficam imersos em um sentimento de pena, uma vez que o desfecho da trama vai sendo entregue nos capítulos finais. Quando se realiza, a surpresa ficou pelo caminho. 


O final, entretanto, é emocionante. Pode-se ver cada detalhe do ataque da baleia e as imagens são nítidas. É muito bom. Pena que o restante da narrativa deixa a desejar. Se fosse outra a conclusão, Ahab seria sinônimo de perseverança. Uma pena. Em tempos de discursos favoráveis à perseguição de sonhos, ele seria um exemplo poderoso, inspirado a vários por décadas. 

5/15/2017

Renovadas x Canceladas

O pessoal do Série Maníacos fez uma relação das séries que foram cancelas e renovadas pelos seus respectivos canais. A lista abrange os canais ABC, CBS, CW, Fox e NBC.

Relação completa

Algumas farão falta. Outras, já vão tarde.

5/10/2017

I love Dick

Um casal precisa manter seu casamento quando encontram o professor Dick. Seu carisma mantém os dois presos e gera consequência específicas.

Essa é mais uma série da Amazon, a 4@ nessa Mid Season. Há rostos conhecidos [alguns falam por si mesmos] e a trama pode ser meio batida, mas a execução é bem diferente. O piloto é como uma carta, da protagonista feminina ao Dick, apesar de sua presença na comunidade ser vista como uma distração e seu incômodo ser palpável. 



Ver um casamento em crise, onde a esposa se apaixona pelo sujeito misterioso e desconhecido, armado de alguns maneirismos e frases prontas, como se questionasse algo, demais para mim. Não possuo o que é necessário para continuar. Mas também não tenho o interesse. 6 por meia dúzia.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Downward Dog.

5/08/2017

Genius

Essa série do Nat Geo tem como objetivo mostrar o desenvolvimento pessoal e intelectual de grandes nomes da ciência e artes em geral. O primeiro escolhido foi Einstein. 

Como fã declarado de séries científicas [vi as duas temporadas de Cosmos e adorei. Recomendo, inclusive], não tinha como ficar sem ver. Einstein é um dos cientistas que mais respeito. Acredito que uma das primeiras biografias que li foi dele [lá em 1999, mas minha memória não é tão precisa]. Tenho esse livro em casa até hoje. 



A série não apenas mostra o crescimento de Einstein, mas o momento social em que viveu. Morando na Alemanha, às vésperas da II Guerra, pode-se ver o início do nacionalismo alemão e o anti semitismo. É fascinante poder ver de perto a vida de um personagem tão peculiar. Uma chance que não deve passar em branco.

Status: Grade.
Próxima: I love dick.

Hot Girls Wanted: Turned On

Em 2014 foi lançado um documentário sobre a indústria do cinema pornô. O nome é Hot Girls Wanted. Eles acompanharam a vida de 3 meninas que estavam chegando para fazer sua estréia na indústria do cinema pornô. Não seria estranho se aquele sucesso fosse canalizado para uma série. 


Os 6 episódios abordam mais que o documentário. Cada um se relata a uma situação específica, mas vista pelo lado feminino. O primeiro, por exemplo, fala de como surgiu as mulheres que trabalham na indústria e de como o fato de ninguém mais pagar por vídeos eróticos na internet dificulta o trabalho delas. O fato de haver inúmeras produtoras que lançam vídeos todos os dias permeia quase todos os episódios. 

Outros episódios mostram como a tecnologia afetou vários aspectos do ser humano atual. O segundo, aborda a inconstância dos relacionamentos modernos ao mostrar um rapaz que só conhece pessoas via aplicativos de namoro. O último aborda o caso de Marina Lonina, que transmitiu uma relação de sexo não consensual através de um aplicativo de vídeos. 

Vale a pena ver os 6 episódios. Estão disponíveis no Netflix. 

5/05/2017

The Handmaids Tale

Esta série é baseada no livro de mesmo nome. Uma teocracia cristã derrubou o Presidente dos Estados Unidos e assumiu o poder no mundo. Um regime de castas foi instalado e cada membro da sociedade tem uma função específica. A personagem principal, Offred, é uma concubina encarregada pela reprodução. Quando é encarregada de acompanhar o Comandante, a história toma um rumo diferente do previsto. 

Esse é mais um livro que não li [e esse não está na lista]. Já vi uma história parecida em V de Vingança e devo dizer que a mistura de Estado com religião e guerra completa uma mistura absurdamente cruel. Há constante reforço para que todas as condutas sejam conforme o código de conduta moral imposto. Reforços sutis e outros nem tanto. 


Fico bastante incomodado com esse tipo de narrativa. Como defensor absoluto da liberdade, vejo-a como inegociável. Não importa em nome de quem seja. O simples fato de um movimento religioso ter derrubado um governo legítimo e imposto a sua moral como mandamento dominante causa em mim a mais profunda revolta.

Claro que a perspectiva da história é da Offred, que possui profunda resistência ao regime, embora não possa fazer muito sobre. Elisabeth Moss, a Peggy de Mad Men, está muito boa no papel. Não vejo nada dela desde aquele final e acho interessante contrapor esse final com este começo. É onde se vê a capacidade do ator de adaptar-se a novas situações. Que atriz da porra!

Mas toda essa violência esfriou a minha vontade de querer continuar. Há um limite para o tanto que consigo aguentar. Somado ao excesso de religião, só a persistência explica o piloto ter sido visto até o fim.


Status: Sem grade pra você.
Próxima: Genius.

5/04/2017

Great News

Mãe e filha testam a sua relação quando a primeira arruma um estágio na mesma empresa da segunda. Kathryn,a filha, faz de tudo para que a mãe seja demitida, pois seu trabalho é o único lugar que lhe mantém em paz e distante da família. Seu chefe, entretanto, faz questão de manter a mãe na empresa. 

Kathryn não tem uma relação complicada apenas com sua mãe. Seu chefe imediato e o âncora do jornal em que trabalham também são pessoas difíceis. Como sua mãe tem alguma influência na redação, ela aprende a usá-la a seu favor bem rápido.


Ela não é exatamente como as outras comédias de família desfuncional. O foco deve ser na relação de mãe e filha, mas é um humor preguiçoso e batido. Agradeci quando vi que o episódio tinha apenas 20 minutos. O piloto parece ser duplo, mas assistir apenas o primeiro já foi mais que suficiente. 

Status: Sem grade pra você.
Próxima: The Handmaids Tale.

5/03/2017

American Gods

Essa série é a realização televisiva do livro de Neil Gaiman. Apesar de conhecer a obra do autor, eu não tinha idéia da existência desse livro até o anúncio da série. Comprei o livro para sobreviver a uma fila de espera na Ccxp 2016 e sequer passei do primeiro capítulo. Mas ele está, oficialmente, na minha lista

O piloto começa bastante gráfico. Sangue e morte para dar e vender. A premissa do Deus da guerra nórdico preso na América contemporânea é ótima. A conversa entre Shadow e Mr. Wednesday no avião é fantástica. Somado às "alucinações" do personagem, fecham um primeiro episódio digno de aplausos.



O aparecimento de outros deuses, o mistério sobre a real identidade do Mr. Wednesday e a fotografia da série são a cereja do bolo. Neil diz no livro, na versão que eu tenho, que alguns lugares da narrativa são reais e podem ser reconhecidos. Faço votos para que a série se mantenha fiel ao material original.

Esse episódio me fez desejar não apenas ler logo o livro, uma vez que não sei determinar até onde irá a 1@ temporada, mas já quero logo o demais episódios. Vida longa a American Gods!

Status: Grade. 
Próxima: Great News. 

5/02/2017

The White Princess

Essa é mais uma série de época. Continuação de The White Queen, essa história começa em 1485, quando Elizabeth tem seu casamento arranjado com Henrique VII. A virada acontece quando o irmão de Elizabeth tem planos para tomar o trono para si, pondo abaixo os planos para unificação da Inglaterra. Sinopse que caiu já no piloto. O irmão de Elizabeth vira uma possibilidade para um futuro distante, visto que é uma criança.


Henry Tudor assume o reinado e manda remover tudo do seu antecessor. Chegou ao fim a Guerra das Rosas [que também inspirou outra série bem famosa...] e o Rei precisa dar demonstração de força. À semelhança da outra série, há resistência e, principalmente, conspirações.

O ritmo do episódio é bem rápido, considerando o tipo de série. Infelizmente, não o suficiente para entrar na grade. O tema é bastante específico e eu já estou acompanhando outra série baseada na Guerra das Rosas em outro canal.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: American Gods.

5/01/2017

Dear White People

Essa é uma daquelas séries que já encontrou a polêmica antes da estréia. Baseada em um filme de 2014, essa série aborda a vida de estudantes negros em uma faculdade conceituada nos Estados Unidos. Esse tema não é abordado de hoje e não terá uma abordagem simples. 

Tudo começa quando uma fraternidade decide dar uma festa chamada "Dear Black People". O nome da festa é uma resposta ao programa de Samantha White, que dá nome à série. Nessa festa, apesar de ter sido cancelada pelo reitor, os convidados são incentivados a usar maquiagem que os deixa com a cara negra [black face]. Visto como profundamente ofensivo, isso gera uma reação em cadeia junto aos estudantes negros daquela universidade. 


É nesse momento em que a série fica interessante. Apesar de ser referência na defesa dos estudantes negros, Samantha namora um rapaz branco. Os estudantes negros não são unidos em sua própria defesa e, por fim, descobrimos quem realmente está por trás da festa. Uma série de acontecimentos que lhe mantém curioso no desenvolvimento da trama. O primeiro episódio, entretanto, é bastante hermético. 

Talvez, por isso, tenha perdido o interesse em continuar. Não consigo ver como a história pode evoluir a partir desse episódio. Mesmo assim, esse tipo de trama não me atrai.

Status: Sem grade pra você.
Próximo: The White Princess.

4/28/2017

Patriot

Para evitar que o Irã se torne uma nação com programa nuclear ativo, o agente John Tavner é deslocado para dar cobertura não oficial a um funcionário de uma empresa de tubos. Uma cobertura para influenciar as eleições daquele país em favor de um determinado candidato. 

John não é a pessoa mais recomendada para o trabalho visto o trauma em uma missão anterior que deu errado. Ao advogar que o filho deveria ficar com essa missão, o pai argumenta que ele fala demais para um agente de inteligência. Isso não o impede, entretanto. O irmão é quem lhe acompanha e tenta salvar sua pele quando a confusão é grande demais pra lidar sozinho. Destaque para as canções que John canta no seu violão. Humor negro puro. 


Política, chantagem, codinomes, pessoas se metendo onde não cabem, possibilidade de tudo cair como um castelo de cartas e humor negro. Apesar de tudo isso, não fui convencido a continuar. Os personagens não inspiram e a história não convence. Há referências ao Brasil no piloto, mas nada que dure mais de 5 min. Passo.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: The White Princess.

4/27/2017

Famous in love

Esta série é sobre mudança. Uma universitária realiza o sonho de estrelar um filme de sucesso e precisa se acostumar ao novo na sua vida: assédio dos fãs e os altos e baixos de relacionamentos com pessoas do trabalho e suas relações pessoais.

Pode haver uma história mais clichê? A história não é nova. O patinho feio [que não é feio aqui, convenhamos] descobre seu potencial e beleza e vira um belo cisne. Ela conquista um sonho e, no caminho, esbarrou com alguém perdido e deve ajudá-lo no seu retorno ao topo.


O roteiro, entretanto, tem furos. Por exemplo: está sendo difícil vender o filme, mas colocam uma desconhecida no papel feminino principal? Erra quem acha que essa série oferecerá uma visão crítica da vida em Hollywood. 

Mais 40 minutos que eu gostaria de ter de volta.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Patriot.

4/25/2017

Girlboss

Mais uma série da Netflix. Podemos já considerar o hype e dar um desconto.

Sophia é uma jovem que se recusa a crescer. Ela não consegue se manter em um emprego, seu carro está sem gasolina e ela foi despejada do apartamento onde vive. Sua vida começa a mudar quando ela entra em um brechó e encontra uma peça de roupa única.


O piloto tem duas participações especiais, mas nada que lhe incentive a continuar vendo. No Banco de Séries, a sinopse informa que a série foi baseada em um livro de uma moça que construiu um império com a venda de roupas vintage. Uma série que deve ser vista apenas em nichos bastante específicos.

Status: Sem grande pra você.
Próxima: Famous in Love.

The Son

Reta final da Mid Season. Apenas 7 pilotos para encerrar a maratona.

The Son conta a história de Eli McCullough e sua trajetória até se tornar um dos homens mais poderosos do ramo de petróleo do Séc XIX. Série histórica do AMC.

Pierce Brosnan interpreta Eli. Em 1915, onde a série começa, o vemos testando o conhecimento da sua neta da terra onde mora. Pela proximidade de ambos, fica claro que ela está sendo preparada para saber sobre os negócios da família. Tal aspecto soa inverossímil considerando a época e lugar onde a série acontece.


A trama estaria incompleta sem conflitos familiares [pai x filho] e regional [mexicanos x americanos]. Nada que prenda, infelizmente.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Girlboss.

4/22/2017

Brockmire

Brockmire era um locutor de baseball que tem um surto, após descobrir que sua esposa o trai com pessoas da vizinhança. Dez anos depois, ele tenta retomar sua carreira em uma cidade menor. 

O personagem foi criado pelo Hank Azaria, que também o interpreta. Ele é mais conhecido por dublar vários personagens nos Simpsons, além de vários outros shows. A série também conta com a Amanda Peet, que também possui uma extensa lista de trabalhos bem sucedidos. 


Apesar de ter narrado vários eventos ao redor do mundo, ele não possui conhecimento sobre a interconectividade contemporânea. Seu vexame está disponível a todos e ele não sabe lidar com isso. Caberá ao personagem de Amanda abrir seu caminho e sua mente em seu projeto de recuperação. Duas pessoas tentando voltar a prosperar na vida. 

Não conhecia esse lado do ator. Episódios de 20 min não favorecem séries de drama, mas parece ter sido bem montado. Há vários momentos de humor mais sutil, embora ofensivo a alguns ouvidos. Segundo o IMDB, são apenas 8 episódios. O piloto não foi o suficiente pra me prender, mas acho que esse vai pra geladeira. 

Status: Geladeira.
Próximo: The Son.

4/18/2017

Dimension 404

À semelhança de Black Mirror, essa série tenta abordar o excesso de tecnologia na vida das pessoas e como isso repercute na vida real. O primeiro episódio, por exemplo, cita um rapaz que conhece uma moça através de um app e acha estranho a ótima química entre os dois.

Agora que virou cult, Black Mirror iria ter sua cota de imitadores. É irônico que ambos seriados sejam disponibilizados em sites da internet.


É divertido porque vai mostrando a profundidade da toca do coelho e até onde vamos para estarmos com alguém. Fica confuso porque você não sabe se a rejeição é por parte das mulheres ou homens. Outra coisa que chama atenção são pelo menos 3 atores famosos que passeiam pelo piloto.

Não o suficiente para me prender, entretanto.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Brockmire.

4/17/2017

Snatch 1@ Temporada

Texto pode conter spoilers.

Fiquei cheio de expectativas quando vi que Snatch ia virar filme. Ver novamente aqueles personagens com uma abordagem nova, mais extendida, foi o que mais me atraiu. Pelo menos no que diz respeito ao filme, a série ficou devendo.

Houve ciganos, cachorro e houve grupos de pessoas com morais questionáveis buscando sempre estar de posse de uma quantidade imensa de ouro que trazia má sorte a quem o tinha. Os primeiros, infelizmente, tiveram vida curta. Apareceram para lidar com o ouro e para morrer sem ser vingados, como no filme. O cachorro também marcou presença, embora não tenha sido tão importante para a trama como no filme.


O grupo foi sendo montado aos poucos. Amigos com quem você pode contar e pessoas que ajudam você nas suas derrotas. Ligações afetivas foram feitas, sem muito propósito. Não fez muito sentido no final, mas diminuiu o ritmo da trama. O grupo dos vilões só virou um grupo no último episódio e não tinha a mesma liga dos protagonistas. Acabou sendo um pouco injusto, mas bola pra frente.

Eu gostei da atuação de todos, menos do Dougray Scott. Ele trouxe uma atuação exagerada que destoou do resto. Seu companheiro inseparável lhe fez companhia e foram o que não ficou tão legal. Mesmo contando com atores famosos, como o Rupert Grint, ele soube quando sair de cena para seus companheiros levarem a história a diante.

Podemos concluir que a série é um bom divertimento. Se você quiser divertimento sem maiores pretensões, Snatch é a série certa pra você. É só dar o play.

4/12/2017

Harlots

Em , Londres está fervendo no mercado do sexo. 1 em 5 mulheres ganha dinheiro com a atividade. Harlots é sobre uma mãe querendo cuidar das suas filhas enquanto administra um dos bordéis mais famosos da cidade. Quando uma madame rival chega à cidade, cabe a ela lutar para manter seu espaço, custe o que custar.


O piloto não economiza nas cenas de sexo. Vemos as meninas vangloriando-se de suas qualidades [que saem até em livros impressos] e nas mais diversas posições e lugares. A sociedade conservadora também se faz presente. Afinal, a série se passa no Séc. XVIII.

Não curti. A mesma história de rivalidade, sem nada que lhe prenda e personagens sem carisma.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Dimension 404.

4/10/2017

Imaginary Mary

Alice conhece o amor de sua vida. Para ajudá-la na transição de solteira para casada, o cara tem 3 filhos, sua amiga imaginária retorna. 


Longe de mim criticar as opções das pessoas. Uma transição assim é algo realmente delicado e merece um ritmo próprio. Ela vai integrar uma família [um homem com 3 filhos é família] e nada mais natural que ela busque na amiga imaginária algum conforto.

Apesar de ancorar Mary em uma ligação direta com seu aspecto psicológico, a tentativa de fazer o humor funcionar é bem rasteiro. Não gostei.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Harlots.

4/05/2017

Nobodies

A série acompanha 3 comediantes em busca da fama [plot tão batido quanto viagem no tempo]. 3 desconhecidos buscam amigos famosos para estrear um filme escrito por eles.


O piloto é cheio de participações especiais. Tirando isso, a história é bem sem graça e as piadas são péssimas. Visto mesmo só pra seguir o projeto da Mid Season.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Imaginary Mary

4/04/2017

Shots Fired

Uma investigadora deve desvendar o mistério de uma sequencia de tiroteios em uma pequena cidade dos Estados Unidos. Junto com o caso, ela deve lidar com todas as nuances ao mesmo tempo.

Tudo começa quando um policial negro atira em uma pessoa branca. Em um estado do sul, onde há muito racismo, isso pode causar um efeito dominó muito grande. A tensão entre polícia e população fica bem clara já nos primeiros 5 minutos. O fato dos dois investigadores serem negro deve dificultar um pouco mais o trabalho e a relação de todos. O branco que recebeu os tiros é presumido como morto.


Apesar de não ser procedural, a série não me atraiu. Fico por aqui.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Nobodies.

4/01/2017

13 reasons why

Essa é mais uma série da netflix. Começa com uma jovem que opta por tirar a própria vida. Esse é um tema forte, principalmente nessa faixa etária. Muitos jovens optam por esse ato drástico como solução para os seus problemas. O que os levam a tomar essa atitude? Cartas e bilhetes podem conter explicações. Não foi o que essa jovem decidiu fazer.

Hannah compilou 7 fitas. Cada lado de uma fita apresenta um personagem da sua história e uma razão para ter cometido seu ato. Os dois primeiros episódios nos apresentam a família, os amigos e as pessoas das fitas vão aparecendo, de forma cronológica com o passar dos episódios. Por mais que cada um pareça um fim em si mesmo, parece que há um quebra cabeça a ser montado. Isso que a torna tão irresistível.


De todas as séries da Netflix que vejo, essa foi a primeira que tive o sentimento de ver todos os episódios sem parar. Vou continuar até o fim. Tenho resistência demais ao assunto [acho que ficou visível], mas quero continuar. Fui surpreendido. Estou curioso. Quero mais.

Atualização: cheguei ao terceiro episódio e a empolgação passou. 13 reasons esfriou e virou um drama adolescente. Achei melhor encerrar a série por aqui e seguir em frente.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Shots fired.

3/30/2017

Time after Time

H. G. Wells, o autor, cria uma máquina do tempo. Seu amigo, Jack, o estripador, a usa para fugir a 2017, pois a Scotland Yard descobre sua identidade. Cabe ao autor viajar e trazer seu amigo de volta para ser julgado.

Viagem no tempo é um dos temas mais abordados por séries. Já tivemos, nessa Mid Season, um piloto sobre viagem no tempo: Making History. Procurando por essa temática, há diversos pilotos, sempre variando entre o drama e a comédia. Talvez uma homenagem torta a Doctor Who, que sem dúvida é uma influência.

Há, ainda, uma liberdade exagerada. Tanto o autor como o estripador são nativos de Londres. É, no mínimo, estranho que eles sejam transportados da sua cidade natal para a São Francisco contemporânea. Perde um pouco do contexto. Sem contar os clichês de sempre.



Time after time durou apenas 5 episódios. Já foi cancelada.

Status: Sem grade pra você.
Próxima: Shots fired.

3/28/2017

Sun Records

Essa série fala de um encontro ilustre entre 4 grande personalidades da música: Elvis, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis e Johnny Cash. o nome da série carrega o nome do estúdio onde o encontro aconteceu, em 1956. No período, onde o país fervia por conta da luta pelos direitos civis, os quatro eram os maiores expoentes do rock e música gospel.

O primeiro episódio é centrado em Elvis, Johnny e Sam, o dono da gravadora. Os dois primeiros, mais novos, precisam enfrentar a resistência dos pais e um sentimento de não pertencer ao lugar onde nasceram. Elvis possui, ainda, um contexto religioso bem forte, tal como Johnny. O racismo, também é muito presente na vida dos dois.


Esse excesso de religião foi um pouco broxante. Certo que é impossível separar garotos do interior dos Estados Unidos da religião, mas ela podia ser um pouco menos presente. Ainda faltaram os outros dois. Não conheço muito a música desse período, mas há uma menção a BB King. Não fiquei super interessado para ver a série. Acho que vou esperar mais opiniões.


Status: Quem sabe...
Próxima: Time after time.

3/23/2017

SS-GB

Essa é uma mini-série. Foram apenas 5 episódios. Um detetive de homicídios investiga um crime em um mundo onde a Alemanha ganhou a 2@ Guerra.


Não curto muito essas séries distópicas onde o nazismo é o grande vencedor. Acredito ter visto filmes suficiente para entender os horrores ao qual o mundo foi submetido e fico bastante feliz por viver em um mundo onde esse tipo de doutrina sofre uma grande parcela de repulsa. Se você concorda com a doutrina nazista, faça a nós dois um favor e feche esse blog. Não volte. Não queremos você aqui.

Quanto à história, não vimos nada de diferente das demais séries de detetive. O cara faz jogo duplo, possui um ajudante com quem faz comentários sarcásticos e está ajudando uma pessoa que pode ser conectada ao morto. A maneira como os fatos evoluem é minimamente curiosa, mas não o suficiente para continuar.

Status: sem grade pra você.
Próxima: Sun Records.

3/22/2017

Snatch

Esse é um dos meus filmes favoritos, embora não seja o favorito do Guy Ritchie [é Jogos, Trapaças e Dois canos fumegantes]. Se você não viu, Snatch envolve um diamante roubado, boxeadores amadores, um russo que vende armas e bandidos incompetentes. A trama é cheia de altos e baixos e termina de uma maneira muito legal. Vale a pena rever sempre.

Eu tenho reversas com esse tipo de coisa por motivos óbvios: um filme inglês transformado em uma série pelos norte americanos, à semelhança do que já aconteceu várias vezes antes [Shameless e Dirk Gently, por exemplo]. Os atores principais são ingleses [o que já diminui a minha resistência] e a trama parece estar sendo bem abordada.


Os elementos do filme estão todos lá. Por ser apenas o piloto, vou alimentar esperanças de que fizeram um bom trabalho com um dos filmes que mais gosto.

Todos os 10 episódios já estão disponíveis.

Status: Grade.
Próxima: SS-GB

3/20/2017

Punho de Ferro

O último defensor estréia na Netflix. Outra série muito esperada [por conta do hype, por ser Marvel e Netflix], mas, pelo menos o piloto, deixa um pouco a desejar. Eles entregam uma boa sequência de ação quando Danny precisa passar pelos seguranças da empresa do seu pai. Mas nada de poderes por enquanto.

Algumas dúvidas surgem já no piloto: 1) Como Danny Rand vai provar sua identidade se não há impressões digitais dele?; 2) Por que o sócio do seu pai precisou fingir a própria morte? Perguntas que devem ser respondidas com o passar dos episódios.



Esperamos não estar diante de outro seriado com a pegada do Luke Cage: legal, mas muito devagar e difícil de assistir.

Status: Grade.
Próxima: Snatch.

3/17/2017

Trial & Error

A série começa com um assassinato. Um professor de poesia é acusado de matar sua esposa.  Um advogado é chamado para defendê-lo, mas haverá obstáculos. Seu escritório será em uma loja de taxidermia e, para ajudá-lo, vários funcionários desajustados. O formato é de falso documentário, já usado por várias séries.

Apesar de lidar com assassinato, há tentativas de humor. Infelizmente, não é engraçado. Humor raso e preguiçoso. Lidar com esteriótipos de doenças e questões regionais [muito forte na cidade onde a série acontece] não funcionou.



Mais 20 minutos que eu gostaria de ter de volta. 

Status: Sem grade pra você. 
Próximo: Punho de Ferro.