10/28/2015

Bob’s Burgers

Essa é uma das séries recentes na minha vida. Descobri zapeando a tv em um momento de insônia. Na tela, o protagonista, Bob, dançava com um peru, homenageando “Meu vizinho Totoro" [aquele mesmo] e fazia os vários condimentos do jantar de Ação de Graças saírem do chão. Apesar das minhas reservas com o personagem japonês, eu julguei que seria interessante conhecer aquela série. 



Bob’s Burgers é uma série sobre uma família desfuncional que é dona de uma lanchonete de hambúrgueres. São eles: Bob, Linda, Tina, Gene e Louise. Seu vizinho e frequentador habitual é o dono da funerária ao lado, Mort, e seu amigo Teddy . Do outro lado da rua está Jimmy Pesto, seu rival. Uma das filhas de Bob tem uma queda pelo filho de Jimmy, formando um dos casais mais estranhos de todos os tempos, embora eles sejam pré adolescentes. 

Repito aqui a minha recomendação de posts passados: veja a série com um adulto. Não que a série tenha momentos fortes ou pesados, mas a série possui um senso de humor menos óbvio. Alguns desenhos não foram feitos voltados totalmente para crianças. 

Notei, entretanto, uma das suas especialidades: eles realmente se dedicam a homenagear filmes antigos. As referências ficam claras como em “Bob day Afternoon”[S02E02], que lembra “Um dia de cão” ou “Moody Foodie” [S02E07], onde donos de restaurantes se vingam de um crítico à uma maneira que lembra “Cães de Aluguel”. 




Bob’s Burgers está em sua 6ª temporada. Mas é bem legal ver tudo. 

9/20/2015

Desenhos

Já faz algum tempo que desenvolvi uma reflexão: alguns desenhos não são para crianças. Suas formas são bonitas, seus personagens são engraçados, mas seus contextos dizem coisas que crianças não tem a capacidade de captar. Aviso, logo, entretanto. Este blog não faz e nem vai fazer discurso de ódio contra qualquer desenho que seja. Se é isso que você quer, feche imediatamente e vá procurar a sua turma.

Um dos motores dessa constatação foi a notícia de que Phineas e Ferb, desenho que passa no canal Disney, vai ter um episódio temático de Lost, com roteiro do . Agora me diz uma coisa. Você acha que uma criança vai ver o episódio e entender alguma coisa? Lost acabou há 4 anos e ainda hoje algumas pessoas não entenderam. Uma criança não tem a menor condição de ver um episódio e entender o que vai acontecer.

Phineas e Ferb não é um show estranho a homenagens. Há episódios que fazem referência a Star Wars, Todo Mundo Quase Morto e vários outros shows. Meu argumento é só um: não acho que uma criança, público alvo do show, tenha totais condições de entender plenamente a intenção daquele episódio específico.

Para melhorar meu argumento, apresento outro show que já tem mais tempo na tv: Os Simpsons. O show já vai para a sua 27ª temporada e fez parte das infâncias de muitos de nós. Mente, entretanto, quem diz que captava as suas referências. Revi alguns episódios mais antigos e captei homenagens a filmes antigos que só vim entender após muito tempo de vivência no mundo.

2001 - Uma Odisséia no Espaço
Taxi Driver
Quero ser Grande
A solução a esse dilema pode ser muito simples. Quando for assistir um desenho, chame um adulto. Vocês podem dividir umas risadas e, quem sabe, ele pode te explicar as coisas que você não entender.

Inté

9/17/2015

O Doctor e a Dilma

Hoje o assunto é sobre dilemas morais. Senta aí que lá vem problemática.

Dia desses eu vi "The Beast below", da S05 de Doctor Who. Nesse episódio somos apresentados a uma situação curiosa: a Terra não existe mais e cada país é uma nave. A um ponto do episódio, sua companheira é apresentada à situação: há um dilema moral absurdo sobre o que sustenta a Nave Uk. Como cidadã do Reino Unido, ela tem 2 opções: protestar ou esquecer. A máquina argumenta que se um determinado percentual da população escolher pelo protesto, eles tomarão a decisão de desligar o que mantém a nave no ar. Se decidir esquecer, o programa continua. E agora?

Vou parar de narrar o episódio por motivo de spoilers. Mas a pergunta que fica é bastante intensa. Que os custo de governar um país são altos, não há dúvida. Há, diariamente, situações a serem resolvidas e acordos a serem fechados. Muitas vezes, essas situações podem levar as pessoas no comando a fazer coisas que são moralmente condenáveis. Não estou 'passando pano' ou justificando a corrupção. Que ela surge do senso de oportunidade das pessoas, isso é inquestionável. Mas até que ponto é interessante sustentar um governo que só faz acordos moralmente insustentáveis em nome da governabilidade?

Até que ponto ser imoral segura essa falsa sustentabilidade?

Eu apertaria o botão de protesto com vontade!


9/13/2015

Seguem algumas considerações a respeito do "Dança dos Dragões", 5º livro das Crônicas de Gelo e Fogo. Esses tópicos representam a minha opinião.

Abaixo, a disposição dos capítulos. Os capítulos da Arya, por exemplo, que não estão na disposição clássica do capítulo, foram contados como unitários. Dessa forma, a bagunça fica menor.



Saber de algumas coisas por já ter visto a série estraga um pouco a surpresa. Um personagem foi puxado para o fundo do rio e já sabia que ele não ia morrer por causa da série. Bola pra frente. Também é curioso ver como alguns encontros "acontecem". Daenerys e Tyrion, só para ficar em um exemplo. 

Jon Snow é confirmado como trocapeles no prólogo. Salgo engano, acho que ele sonha com o Fantasma durante os livros anteriores, embora esse domínio não seja bastante explorado pelo personagem. Jon o nega, inclusive. Mas outros membros dos Stark parecem também ter o dom confirmado, Arya, por exemplo. Ele também é responsável por encerrar a exploração do Sam sobre os WW.
A sua jornada no livro é bem mais complexa. Contração de empréstimo com o Banco de Braavos, a tensa relação com os selvagens e Fantasma sempre por perto.  
A série omitiu que parte dos selvagens dobrou o joelho para Stannis. Talvez se o Jon fosse o único responsável por essa decisão, ficaria mais fácil de voltar a Patrulha contra ele. Outra omissão: novas faces nos represeiros próximos à Muralha. O que significam? A resposta pode estar em um dos capítulos de Bran. 

Tão estranho ver o Tyrion sem vontade de viver... Tão triste. Seus comentários e questionamentos sobre a restauração Targaryen são bastante pertinentes e interessantes. É muito curioso saber sobre o início do Varys e os reais motivos do Magister Illyrio. Sua sensibilidade, entretanto, não se perde. Vê-lo analisar a forma como Cersei vai queimar as pontes com todos os seus aliados ou sua influência frente ao Jovem Griff vale o momento. Sua trajetória, entretanto, é completamente diferente nos livros. Nunca esperei vê-lo como mercenário. 

Daenerys continua sendo mal assessorada. Algumas nuances são interessantes. No Festim, vê-se que há várias pessoas indo ao seu encontro. Ao mesmo tempo, ela sente a solidão do poder. É uma contradição que a acompanha e curiosa a forma como evolui. A série omitiu o grande tamanho do seu conselho e a Guerra com as cidades livres. 
Sua personalidade é tão diferente no livro. Durante a narrativa ela é um pouco perdida, como se não soubesse o que fazer. A possibilidade de ser traída a qualquer momento deixa-a refém por muito tempo. Isso não a impede de casar novamente. 

[Não é interessante que Jon e Daenerys estejam passando por problemas "parecidos"?]

Continuo sem pena do que houve com Theon. Comer ratos e perder dedos ainda é pouco comparado com o que ele fez. Também não me importo com o enrredo da sua irmã ou do seu tio. Personagens desnecessários a meu ver. 

Bran é o personagem que tem a minha atenção. Muita expectativa para saber mais sobre o seu caminho, embora sejam apenas 3 capítulos sobre ele. O seu último capítulo vale uma leitura mais demorada e atenta. O segundo é o Jovem Griff. Sua identidade verdadeira é interessante demais para ser deixada de lado. Acho que vai dar trabalho ao Trono de Ferro. 

Bastante interessante a missão de Sir Davos. Quero ver como vai se encaixar na história. 

Melisandre cheia de truques. Desde os que estão dentro das suas roupas, como os que usa para ludibriar os outros. 

Por que o Banco de Ferro não tem mais destaque? Quase não se ouve falar dele.


O capítulo sobre Arya só confirma que sua cegueira faz parte do treinamento. A série misturou a sua missão no livro com o motivo pelo qual ficou cega. Mas sua linha também desperta interesse. Talvez seja a única Stark que eu respeito.

Inté

9/03/2015

Contato

Acabei de ver a série "Cosmos" com o Carl Sagan. Vi a mesma série com o Neil deGrasse Tyson, mas achei que deveria ver o original primeiro.

Para brindar o seu espírito científico e questionador, eu pergunto: por que ainda não fizemos contato? [Algumas hipóteses serão baseadas em ficção].

Hipótese 1 - Nós já entramos.
Para admitir essa hipótese, devemos abrir nossas mentes. Formas alienígenas não humanóides que possuem uma resistência maior que a terrestre podem ter chegado até a superfície via algum asteróide que caiu aqui.

Hipótese 2 - Somos os primeiros a tentar.
Em toda a Via Láctea, podemos ser os primeiros a tentar chegar em outros planetas. Nossa expedição a Plutão e Marte podem ser não apenas as primeiras na história do planeta, mas a primeira em toda a história da galáxia ou, talvez, do universo. Por que não?

Hipótese 3 - Somos "primitivos".
Desenvolvi esse pensamento após rever "O dia em que a Terra parou", de 1951. Se você não viu, a história é bastante parecida com a do filme mais recente: um alienígena pousa aqui e causa um sem número de confusões. A dificuldade começa quando ele pede para falar com todas as nações em vez de uma só. O filme é bastante interessante.

A possibilidade é que a convivência com alguém mais evoluído [outra raça completamente diferente da nossa] desperte nossos medos mais primitivos. No filme clássico, Klaatu recebe bala pouco depois de descer da sua nave. Apesar dos demais membros da sociedade espacial também terem receio da convivência com os terráqueos, eles também não são perfeitos. A paz deles é baseada em soldados que podem explodir o planeta em caso de conflito. Quanto tempo a Terra duraria em esquema parecido?

Veja o discurso dele.

"O Universo está cada dia menor. E a ameaça de uma agressão por qualquer grupo... de qualquer planeta não poderá ser tolerada. Deve haver segurança para todos ou nada estará seguro.  Isto não significa  renunciara nenhuma liberdade, exceto a de atuar, irresponsavelmente.
Os antepassados sabiam quando fizeram leis para governar E empregaram policiais para aplicá-las.

Nós, dos outros planetas, temos aceitado esse princípio. Temos uma organização para a
mútua proteção dos planetas e para a eliminação total da agressão.
A prova para tão alta autoridade é a Força Policial que a aplica.
Para policiar, criamos uma raça de robôs. Sua função é patrulhar os planetas em naves como esta, e preservar a paz. Havendo agressão eles têm poder absoluto sobre nós. Este poder não pode ser revogado. Ao primeiro sinal de violência, atuam automaticamente contra o agressor. A penalidade
por provocar seu ataque, é terrível demais para se arriscar. O resultado, é que vivemos em paz, sem exércitos, nem armas, seguros de que estaremos livres de agressões e guerras. Livres para empreender
atividades mais produtivas.
Não pretendemos chegar a uma perfeição, mas temos um sistema, e ele funciona.
Só vim aqui para dar-lhes estes fatos. Não nos interessa como dirigem seu próprio planeta, mas se pretendem estender sua violência, a Terra se verá reduzida a simples cinzas. 
Sua escolha é simples: Unam-se, e vivam em paz, ou prossigam em seu curso atual e enfrentem a destruição. Esperaremos sua resposta. A decisão cabe a vocês."




Talvez o só seremos dignos de ter contato com outras raças e culturas quando pararmos de nos explodirmos, nos respeitarmos [a nós mesmos e os outros] e termos a mente um pouco mais aberta. Isso não seria lindo? E viver sem agressão?

Essas são apenas algumas possibilidades. Não me assustaria se o motivo real fosse uma 4ª alternativa ou a mistura de duas ou mais das hipóteses apresentada. O que você acha?

Inté

7/17/2015

Uniformidade, parte I

Tenho 30 anos. Acredito, por conta da minha experiência pessoal, que já vi coisas demais nesse tempo de vida. Deveria ter a humildade de reconhecer, por esse mesmo motivo, que não vi nada ainda. A vida é demasiado complexa para que alguém que mal chegou nos 30 ainda achar que nada mais lhe surpreenderá pelo resto da sua vida. 

Além da contradição, também carrego comigo a curiosidade e a minha capacidade de observação. Gosto de ler livros de história porque concordo com aquela máxima escrita por George Santayana: "Aqueles que não conhecem o passado estão fadados a repetí-lo". Acredito que a história possui um fator fortemente cíclico. E do mesmo jeito que é a história, porque não o mesmo com as pessoas? 

Lembro de ter visto uma série ["Dead like me] onde uma das personagens advogava que "as pessoas não são flocos de neve". Concordo que o número personalidades é finito. Por mais que todos nós vivamos em locais e sociedades diferentes, possuímos um fundo cultural comum. Claro que esse fundo acaba sendo mais de regras gerais. Não há como se acreditar que vivamos todos sobre o mesmo aspecto cultural. Não vivemos. Mas pelo menos no Ocidente, podemos falar sobre isso sem maiores sobressaltos. 

Meu argumento é: a vida, por mais complexa que seja, é repetitiva. Há um determinado número de situações [pode-se deduzir isso através da observação histórica] e um determinando número de personalidades. Logo, por que não tentar [ênfase no verbo] criar uma forma padrão de reagir a uma determinada situação? 

Acredito que esse é o conceito de policy*. Os dicionários de administração, entretanto, só abordam a policy em termos governamentais e/ou administrativos. E eu pergunto: não será possível se levar esse conceito para as nossas vidas pessoais? 

Inté

5/26/2015

Ensaio sobre a preguiça

Sou preguiçoso. Admito. Mais de uma vez eu escolhi o caminho mais fácil ou não fazer nada. A comodidade de não fazer nada ou de alguém resolver o problema por você não encontra precedentes na vida adulta. Uma hora, você precisar se juntar à vida adulta e essa facilidade desaparece. Hora de cuidar da sua própria vida. 

O chute na bunda, pelo menos no meu caso, foi definitivo. Passar 3 dias internado em um hospital e saber que eu precisava mudar meu estilo de vida com urgência são o meu motor. Hoje pratico esportes com regularidade e deixo os fins de semana para descanso. Mais de 1000 km corridos e inúmeras provas depois, posso dizer que fiz a escolha certa. Não trocaria o meu esporte por nenhum outro. 

A problemática continua sendo como lidar com a preguiça alheia. Creio que cada pessoa deve se desenvolver e tomar as decisões no seu próprio tempo. Quanto mais "pesada" a decisão, maior o tempo. Também deve-se levar em conta a má fé da pessoa. O caminho da outra pessoa pode não ser o seu e isso só causará desgaste. 


A lição de hoje: Lutar contra a preguiça alheia pode ser uma guerra sem fim. Por melhores que sejam as suas intenções ou maiores que sejam as suas expectativas, depender de outra pessoa pode ser 

2/11/2015

#RIPOMELETENIGHTS

"Sofro" com meus padrões de consumo desde 2004. Em 31/10 desse ano, terminei de ver uma série chamada "Dead Like Me". A desculpa oficial para o cancelamento da série foi a sua baixa audiência. Fãs ainda tiveram uma lufada de esperança com a possibilidade da série ser exibida por outro canal, o que não aconteceu. Houve um filme em 2009 que deu alguma paz aos que queriam mais [ou a mim, pelo menos].

Recentemente eu li um texto sobre outro fim de série. A autora argumentava que cabe aos atores/ produtores/ diretores dizer a nós fãs que acabou. As pessoas sofrem, claro. Assim que você se identifica com um personagem, o processo de dizer adeus é sofrido. Várias pessoas sofrem um processo que se compara à morte de um ente querido.

Ontem à noite eu passei por mais um rompimento. O Omelete nights chegou ao fim após sua 49ª edição. Não vou dizer que vou sentir a falta do podcast como quem perdeu um membro do corpo, mas vou sentir falta. O motivo, mais uma vez, foi a audiência aquém do esperado. Em tempos tão extraordinários para ser nerd, o fim do podcast é uma tristeza. Uma pena, de verdade.

Faço votos para que a nerdlândia se organize a ponto de que a produção do podcast volte a ser viável. Caso não dê, serei bastante grato a todos do Omelete pelo tempo doado ao programa.

Inté

1/07/2015

Resenha: O Festim dos Corvos.

Levantamento estatístico dos capítulos.
Cersei 22%
Brienne 18%
Jaime 16%
Samwell 11%
Alayne 4%
Arya 4%
Filha da lula gigante 2%
Capitão de Ferro 2%
Princesa na torre 2%
O profeta 2%
Fazedora de Rainhas 2%
Pirata 2%
Gata dos canais 2%
Sansa 2%
Capitão do Guardas 2%
Cavaleiro Maculado 2%
Afogado 2%

- Vamos ao alerta: não vou comentar as diferenças série/livro. Eu não sou caçador de pormenores.
- Acho curioso como George utilizou vários pontos de vista diferentes da mesma situação. Na sucessão Greyjoy, por exemplo. Outra coisa que chama atenção: o uso do ponto de vista de personagens como Arya e Sansa, mas com seus respectivos pseudônimos. Isso acabou influenciando no levantamento estatístico dos personagens.

- No que diz respeito aos arcos:
a) Cersei: a força mais destrutiva do universo é uma mulher zangada. Sem o apoio do pai e seu pensamento estratégico, põe o reinado do filho em situação delicadíssima. Fiquei curioso para saber como ela vai sair da situação criada por suas próprias mãos e como vai refletir no desenvolvimento da personagem.
b) Arya: fiquei ansioso para conhecer Bravos, a princípio. Cada um dos seus capítulos foi lido com cautela, para que nada escapasse. Caiu na mesma situação da Cersei. Minha expectativa para ambas é a mesma.
c) Sansa/ Jaime: mais do mesmo.
d) Dorne/ Greyjoy: interessante, mas sem maiores novidades.
e) Sam: passou quase em branco pela narrativa. Acreditei que veríamos o início do seu treinamento como Meistre, mas ficou em dívida.

Observação: algumas ações devem gerar reflexos nas histórias de personagens que não apareceram. Próximo encontro: A Dança dos Dragões.

8/29/2014

Texto novo

Após o "chute no traseiro" do post anterior, resolvi terminar um texto que vinha do ano passado. Espero que gostem. É só clicar no link. 

O lance da espada

Inté

8/23/2014

Top 5 - IT Crowd

The Hauntinf of Bill Crouse  [S01E05].

Após sair com um colega de trabalho, Jen não que mais vê-lo e pede a Moss que invente uma mentira quando ele aparecer. As consequências das mentiras contadas são hilárias.

Aunt Irma Visits [S01E06].

Jen entra na TPM e tal evento repercute não apenas no seu departamento, mas em toda a comunidade de IT.

The Dinner Party [S02E04].

Quando os amigos do namorado de Jen furam um convite pra jantar, cabe aos colegas de trabalho de Jen preencher os locais vazios.

The Speech [S03E04]

Jen é eleita funcionária do mês. Moss e Roy aproveitam a oportunidade para lhe pregar uma peça inesquecível. Douglas começa a se envolver com uma pessoa.

Bad Boys [S04E05]

Roy e Jen fazem uma aposta que envolve a frequência com que fala a sua frase mais famosa. Após o almoço, Moss e Roy decidem experimentar tirar um dia de folga.

8/21/2014

Repassando

"Dica valiosa que aprendi cedo: 1) Escreva. 2) Termine o que escreveu. O importante é terminar, por mais que você odeie o que fez".

GRRM

Visto no Omelete

7/11/2014

Resenha: Tormenta de Espadas

Aviso 1: não vamos perder tempo listando e batendo cabeça com as diferenças entre livro e série.

Aviso 2: contém spoilers.

Levantamento matemático sobre a quantidade de capítulos de cada personagem.

Arya - 16%/ Jon - 15%/ Tyrion - 14%/ Jaime - 11%/ Catelyn - 9%/ Sansa - 9%/ Davos - 8%/ Daenerys - 8%/ Sanwell - 6% / Bran - 5%.

- Há uma conspiração para o assassinato do Mormont e dos demais oficiais da Patrulha da Noite desde o início do livro. Há, também, uma batalha entre a Patrulha da Noite e os Caminhantes Brancos. POR QUE TAL ACONTECIMENTO NÃO FOI PRA SÉRIE?

- Impossível determinar que é mais burro entre os Starks: mãe [Catelyn] ou filho [Rob]. O plot da Arya é muito mais interessante na série, embora seja mais devagar, e o de Sansa também não é dos melhores. O momento em que Catelyn retorna à vida é muito emocionante. Pena não acontecer na série.

- O plot de Jon Snow na Muralha é muito bom. A complexidade dos seus dilemas é interessante de se observar. Ao mesmo tempo fica uma pergunta: qual o plano de Stannis para a Patrulha e a Dádiva?

- De todos os personagens, o plot que mais sofre mudanças é o da Daenerys. Temos algumas mudanças bastante significativas e interessantes no contexto da história. Quando ela expulsa o Jorah por traição, Sor Barristan também foi com ele. Barristan, entretanto, foi perdoado. Jorah, não.

- Cabe ao Tio Kevan o papel que foi de Jaime na série: ficar próximo a Tyrion no seu tempo preso. O irmão aparece apenas no fim.

- Joffrey mal aparece. Há a confirmação, entretanto, da sua participação em um atentado à vida de outro personagem no primeiro livro. Temos, ainda, confirmação de quem é/foi o verdadeiro assassino de John Arryn.

- Há alguma menção sobre a ascensão da família Bolton no reino de Westeros. É bastante diferente do que se vê na série.

- No que diz respeito às relações de família, temos a confirmação que Podrick Payne é filho de Ilyn Payne e sobre a mãe de Jon Snow, derrubando várias teorias por terra. Curioso, uma vez que um dos personagens faz essa menção em um dos primeiros episódios da série.

Agora é esperar até o próximo livro: Festim dos Corvos. Inté

5/19/2014

Louie

Ano passado eu estava procurando algo pra assistir e encontrei uma série chamada Louie. Seu contexto é esse: "Louie é uma comédia focada no humor observacional de Louis C.K, que interpreta uma versão fictícia de si mesmo: um comediante recém-divorciado, pai de duas filhas, vivendo em Nova York." Aqui no Brasil foi feito algo semelhante com Rafinha Bastos. No caso de Louis C.K., entretanto, o show já está na quarta temporada. 

Na última semana, ele abordou um tema bastante interessante. O fato de como é difícil conhecer pessoas novas. Para ilustrar o ponto, foi colocada na série uma personagem, Vanessa, que começa insistindo para que ambos tenham um encontro. Louis recusa. Mais à frente, os dois se reaproximam e o resultado é bem legal. 



Essa discussão me lembrou outra série. Na S02E17 de The Big Bang Theory, a turma se divide ao discutir quem teria direito de abordar a atriz Summer Glau. A conclusão, embora tenha tido um desfecho diferente é a mesma: como é difícil você conhecer pessoas novas. 

Seja no aspecto de buscar amizades ou relacionamentos, é bem complicado esse processo. A primeira aproximação, geralmente, pode carregar alguns estereótipos. Demora muito até que a pessoa se abra aos contextos pessoais daqueles ao seu redor. É necessária muita sensibilidade nesse processo. 

Minha opinião é só uma: aproximar-se de outra pessoa é como o experimento do Gato de Schrödinger: Pode ser muito bom. É só ter coragem de abrir a caixa. 

5/05/2014

Séries e Filmes

Há um fenômeno recente no qual eu gostaria de falar nos próximos minutos: filmes que viraram séries. Para não perder muito tempo, vou me ater a três séries: Hannibal, About a Boy e From Dusk till Dawn.

Começei com Hannibal no piloto. Sou um leitor dos livros e já vi os filmes. Achei fantástico a forma como alguns conceitos foram abordados e expandidos. Há muito pouco da boa relação entre Will e o Dr. Lecter no começo do “Dragão Vermelho”. Uma vez considerando as mudanças (basta ver o final da primeira temporada e o começo da segunda), pode-se ver um caminho diferente, abrindo espaço para uma possível próxima temporada com mais elementos do livro.

About a Boy e From Dusk till Dawn são estreias recentes. Vi os dois filmes também, mas há uma diferença fundamental entre as duas. A primeira se propôs a ser uma comédia de 30 min enquanto a segunda é um drama de 40 min. A diferença que abordo, porém é outra.

About a Boy abordou em seu piloto todos os acontecimentos do filme. Por melhor que tenha sido, acredito que os momentos chave ficaram muito próximos uns dos outros. Não deu muito tempo para que a relação entre Will, Marcus e Fiona e  fosse construída. Mas, para quem conhece a históra, abre uma expectativa pelo que acontece aos personagens após o fim do filme.

Para finalizar, From Dusk till Dawn foi uma boa surpresa. Não houve pressa e os personagens foram apresentados de uma forma bem interessante, mas sem entregar qual será o assunto da série, embora que tenha visto o filme saiba.


Agora é esperar pra ver os caminhos que essas novas series irão percorrer e esperar por boas surpresas.

3/12/2014

Algumas considerações sobre Westeros

* contém spoilers.

- Muito interessante as repercussões e interpretações do cometa por Westeros. Senti falta desse feedback no que diz respeito à visão verde do Bran, embora os Reeds tenham sido guias muito bons nesse primeiro momento.

- A amizade entre Arya e Gendry lembrou, de longe, a que existia entre o Rei Robert e o Ned Stark. Também achei curiosa a aproximação dela com o Tywin Lannister, embora não tenha durado.

- Varys nos lembrou que ainda está no jogo. Mas eu esperava mais contraste dele com o Mindinho.

- Tyrion está a cada dia maior. Ele teve vários bons momentos, mas sua estratégia de provocar constantemente a irmã acabou por lhe trazer péssimos resultados.

- Acho que a jornada da Daenerys não teve muito propósito, assim como a expedição da Patrulha da Noite. Espero melhores momentos para ambos no futuro.

- A Guerra de Robb parece perder importância a cada dia.

- Impossível não ser empático com a dor de Catelyn.

- Doeu ver Winterfell em chamas. Theon merece um lugar especial no inferno. Só espero que não seja rápido demais.

- Sobre Stannis, três rápidas perguntas:
a] Terá ele fôlego para outro ataque?
b] Veremos o início da relação dele com o Deus Vermelho [e com sua sacerdotisa]?
c] O que muda na cabeça de um soldado com a morte do seu Rei? O que fez boa parte dos vassalos de Renly mudarem de lado tão facilmente após a sua morte?

Inté o fim do próximo livro.

1/17/2014

Ao mestre com carinho


Admiro o Luís Fernando Veríssimo. A memória, entretanto, não me permite fixar a data ou o momento em que tive o primeiro contato com as suas crônicas, embora acredite ter sido uma crônica perdida dentro de um livro de português ou em algum paradidático passado nos anos de escola.
Nos reencontramos, com seriedade da minha parte, quando eu estava na faculdade. Comprei vários de seus livros e gostei tanto que os reli diversas vezes em diversos momentos. Eles me acompanharam nos lugares mais improváveis e fizeram parte da minha vida das mais variadas maneiras. Sempre tenho um livro seu à mão para uma leitura leve e descompromissada ou mais densa. Luís Fernando Veríssimo, além de cronista de humor consagrado, aborda assuntos mais sérios com sagacidade.
Mais do que acompanhar seus lançamentos, o autor também serviu de referência. Quantos das minhas observações cotidianas não tiveram uma ponta de inspiração sua? Outro dia até pensei em fazer uma paródia com um de seus textos, mas desisti por achar que seria incapaz de manter o nível do original.
Sou conservador nesse ponto. Considero-me incapaz de transgredir uma obra que admiro. Por esse motivo, fico receoso quando uma das minhas obras ou autores favoritos sofre essa ameaça. Já me decepcionei o suficiente com adaptações de obras que gostava para TV e cinema.
Esse foi um dos motivos, talvez o mais determinante, que me levou a ver “Amor Veríssimo”. A promessa de ver contos levados para a TV despertou completamente a minha curiosidade. Gostaria de ver os temas e como eles seriam abordados. Estava, mais uma vez, cheio de expectativas.
O primeiro episódio da nova série me surpreendeu. Mas foi o episódio sobre timidez que me despertou completamente a atenção. Ver um tema que sempre me foi muito caro, assim como também ao autor, ser abordado de uma forma tão sensível, falando de forma verdadeira e acertada sobre as nossas dificuldades em lidar com nós mesmos e como lidar com o outro no dia a dia foram determinantes no meu convencimento. Já faço planos de acompanhar a série da forma mais fiel possível.
 Mas, por melhor escudo que seja, a timidez sempre cobra o seu preço. O recolhimento em si mesmo nem sempre é a resposta e, como os personagens do episódio “A exploração de Marte”, não se pode deixar a oportunidade passar.

Victor Castelo Branco – cbvictor@gmail.com

8/29/2013

Sobre pessoas e flocos de neve

Tenho 28 anos. Quase 29. Acredito, por conta da minha experiência pessoal, que já vi coisas demais nesse tempo de vida. Deveria ter a humildade de reconhecer, por esse mesmo motivo, que não vi nada ainda. A vida é demasiado complexa para que alguém que nem chegou nos 30 ainda achar que nada mais lhe surpreenderá pelo resto da sua vida. 

Além da contradição, também carrego comigo a curiosidade e a minha capacidade de observação. Gosto de ler livros de história porque concordo com aquela máxima escrita por George Santayana: "Aqueles que não conhecem o passado estão fadados a repetí-lo". Acredito que a história possui um fator fortemente cíclico. E do mesmo jeito que é a história, porque não o mesmo com as pessoas? 

Lembro de ter visto uma série onde uma das personagens advogava que "as pessoas não são flocos de neve". Acredito que o número personalidades é finito. Por mais que todos nós vivamos em locais e sociedades diferentes, possuímos um fundo cultural comum. Claro que esse fundo acaba sendo mais de regras gerais. Não há como se acreditar que vivamos todos sobre o mesmo aspecto cultural. Não vivemos. Mas pelo menos no Ocidente, podemos falar sobre isso sem maiores sobressaltos. 

Meu argumento é: a vida, por mais complexa que seja, é repetitiva. Há um determinado número de situações [pode-se deduzir isso através da observação histórica] e um determinando número de personalidades. Logo, por que não tentar [ênfase no verbo] criar uma forma padrão de reagir a uma determinada situação? 

Acredito que esse é o conceito de policy*. Os dicionários de administração, entretanto, só abordam a policy em termos governamentais e/ou administrativos. E eu pergunto: não será possível se levar esse conceito para as nossas vidas pessoais? 


Inté

4/18/2013

Aula de Economia 01 - Os juros

Imagine um país que vamos chamar de A.

Agora vamos imaginar esse país esteja em um contexto de crise econômica. Para superar contextos de crise, ou mesmo para evitá-los ou diminuí-los previamente, Governos precisam manter a economia aquecida. Para isso, eles buscam investimentos de fora ou os fazem eles mesmos [em conjunto com a iniciativa privada, por exemplo]. Em conjunto, pode-se incentivar que a sua população interna consuma. Aí é onde entra a baixa dos juros.

O Banco Central começou a diminuir os juros e os impostos como forma de manter nossa economia aquecida. Crises econômicas, por mais cíclicas que sejam, tendem a ter efeitos fortes e prolongados. A crise de 1929, só pra citar um exemplo, só chegou ao Brasil alguns anos depois e foi muito severa com a economia do café. Foi nesse contexto que o Governo Vargas precisou agir para comprar, estocar e até queimar café para manter os preços. Hoje em dia, em tempos de maior intedependência, não há como um grande mercado, como a União Européia, pegar uma pneumonia sem que a América Latina pegue um resfriado.

A baixa de juros, embora seja boa para manter a economia aquecida, vêm com uma desvantagem: inflação. Não vivemos, e acho que nunca viveremos, em um tempo onde as pessoas se ajudam sem buscar ganhos pessoais. Se há mais dinheiro correndo no mercado, mais os preços dos produtos devem aumentar. Essa, acredito, é uma das grandes regras: quando mais dinheiro em circulação, maior a inflação. Dessa forma, o Governo deverá sempre injetar dinheiro na economia para cobrir os preços em uma espiral infinita que só vai desvalorizar a moeda como foi nos anos 80/ começo dos 90.

Para controlar a inflação, essa foi a motivação oficial, o Governo foi obrigado a aumentar um pouco a taxa de juros. Meus conhecimentos de economia, infelizmente, não são tão profundos. Não posso cravar a taxa ideal a que deveria subir para dar uma estabilizada. Acho, entretanto, que 0,25% é uma alta muito pequena. Vamos esperar que dê, pelo menos, pra segurar um pouco a onda da inflação.

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Em tempo, um adendo.

Quem coisa é o elemento político. A presidente já faz um comentário antes da reunião e os juros acabam subindo pouco. Alguns setores da oposição até comentaram a notícia em tom de lamento. Uma pena esse peso do setor político na nossa política econômica. Essa é uma medida necessária e precisava ser feita, por mais impopular que seja.


Inté